Território 04

Fonologia

Os sons do português — vogais nasais, sibilantes e ritmo.

Referência editorial12 artigos em par português–inglês

01 · Por onde começar

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Três portas de entrada para construir contexto antes de aprofundar.

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04

As vogais nasais

O português distingue cinco vogais nasais — /ɐ̃ ẽ ĩ õ ũ/ —, em que o ar escapa pela boca e pelo nariz. É um dos seus traços mais reconhecíveis e o que opõe lã a lá ou mundo a mudo.

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Ditongos

Os ditongos orais e nasais do português europeu — de pai e céu a pão, mãe e põe —, a sua articulação, a sua grafia e o que distingue um ditongo de um hiato.

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Redução vocálica

O enfraquecimento, a centralização e o frequente apagamento das vogais átonas — o traço que mais distingue a pronúncia do português europeu e lhe dá o seu ritmo comprimido e consonântico.

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As consoantes

O inventário de dezanove consoantes do português europeu e a sua alofonia — a lenição das oclusivas sonoras, o l velar e o modo como a posição na sílaba transforma cada som.

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Sibilantes e chiantes

As quatro sibilantes do português — s, z, ch e x —, a fusão das antigas séries medievais e o [ʃ] final que dá ao português europeu a sua sonoridade característica.

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Os róticos (r e rr)

O contraste entre o erre brando e o erre forte do português, a sua distribuição condicionada pela posição e a passagem, no padrão europeu, da antiga vibrante alveolar ao R gutural.

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Acento e tonicidade

Em português o acento de intensidade recai quase sempre na penúltima sílaba, mas é livre e distintivo: a sua posição opõe palavras e organiza o ritmo da língua.

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Ritmo e entoação

O português europeu é uma língua de ritmo acentual: a redução das vogais átonas comprime as sílabas, o sandhi esbate as fronteiras de palavra e a melodia distingue afirmação de pergunta.

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Fonologia do português europeu e do brasileiro

O que separa, à escuta, as duas grandes normas do português — vocalismo átono, palatalização de t/d, coda de l e de s, e róticos — e porque soam tão diferentes.