Secção 06

Gramática

Do género ao conjuntivo, do infinitivo pessoal à mesóclise.

25 artigos


01

Visão geral da gramática

Um mapa da gramática do português europeu — das classes de palavras ao verbo, dos pronomes à sintaxe — e um guia para percorrer os artigos desta secção.

02

Classes de palavras

As categorias em que se arrumam as palavras do português — nome, verbo, adjetivo e as restantes —, os critérios que as definem e a reorganização proposta pelo Dicionário Terminológico.

03

Substantivo e género

O substantivo e a categoria de género em português: masculino e feminino, a morfologia que os marca, os nomes de forma única e os casos em que o género muda o sentido.

04

O plural

Como se forma o plural dos nomes e adjetivos em português — da regra geral do -s aos plurais consonânticos, aos nomes em -l e ao célebre tríplice destino de -ão (-ões, -ães, -ãos).

05

Artigos e contrações

O artigo definido e indefinido em português, a sua concordância em género e número, e o sistema de contrações com preposições (do, na, pelo, ao, à) que define a língua escrita e falada.

06

Adjetivos

Como o adjetivo concorda em género e número, onde se coloca em relação ao nome e como exprime graus de comparação no português europeu.

07

Pronomes pessoais

O sistema português de pronomes pessoais — formas de sujeito, formas átonas de complemento (direto e indireto) e formas tónicas usadas depois de preposição.

08

Colocação pronominal

Onde colocar os pronomes átonos em português europeu — a ênclise de base, a próclise das palavras atrativas e a rara mesóclise do futuro e do condicional.

09

Mesóclise

A colocação do pronome átono no interior do verbo, entre o radical e a terminação do futuro ou do condicional — dar-te-ei, far-se-ia —, marca distintiva do português europeu culto.

10

Formas de tratamento

Como o português escolhe entre tu, você, o senhor e vós para se dirigir ao interlocutor — a oposição de proximidade e respeito, a concordância verbal e as estratégias do português europeu.

11

Demonstrativos e possessivos

Os dois sistemas que ancoram o discurso no espaço e na pessoa — a deixis tripartida dos demonstrativos (este/esse/aquele) e a posse (meu/teu/seu) que concorda com o objeto, não com o dono.

12

Numerais

Os numerais do português — cardinais, ordinais, multiplicativos e fracionários — com as suas formas variáveis, a concordância em género e as particularidades europeias como mil milhões e dezasseis.

13

O sistema verbal

As três conjugações do português e a sua arquitetura de modos, tempos e formas nominais — incluindo o infinitivo pessoal e o futuro do conjuntivo, traços que distinguem a língua entre as românicas.

14

O modo conjuntivo

O modo do desejável, do hipotético e do ainda não realizado — presente, imperfeito e futuro do conjuntivo, os seus tempos compostos e os contextos que os convocam no português europeu.

15

O infinitivo pessoal

O infinitivo flexionado — uma forma verbal que, caso raríssimo entre as línguas do mundo, conjuga o infinitivo por pessoa e número. É uma das assinaturas do português.

16

Formas nominais do verbo

O infinitivo, o gerúndio e o particípio — as formas verbais sem flexão de pessoa nem de modo — e a preferência do português europeu por «estar a + infinitivo» onde o Brasil usa o gerúndio.

17

Verbos irregulares

Os verbos que fogem ao modelo das três conjugações — os pretéritos fortes herdados do latim, o supletivismo de ser e ir, as alternâncias do radical e os grandes irregulares de alta frequência.

18

Ser, estar e ficar

O sistema copulativo do português distingue a essência (ser) da circunstância (estar) e da mudança (ficar) — uma trindade de cópulas que codifica gramaticalmente o aspeto.

19

Preposições e contrações

As preposições do português, a regência que prendem a verbos, nomes e adjetivos, e o denso sistema de contrações com artigos, demonstrativos e pronomes que marca a língua.

20

Conjunções e advérbios

As palavras que ligam e modificam — conjunções coordenativas e subordinativas, classes de advérbios, a formação em -mente e o papel de uns e outros como conectores do discurso.

21

Concordância e regência

Como as palavras se ajustam umas às outras — a concordância nominal e verbal — e como verbos e nomes exigem as suas preposições — a regência —, com os casos que mais hesitação causam.

22

A voz passiva

As duas passivas do português — a analítica (ser + particípio, com agente introduzido por «por») e a pronominal com «se» — e a concordância que ambas exigem.

23

Negação e interrogação

Como o português nega — com a partícula não, a concordância negativa e palavras como nunca, nada e ninguém — e como forma perguntas, por entoação, partícula é que e pronomes interrogativos.

24

Sintaxe e ordem das palavras

A ordem dos constituintes e a estrutura da frase em português — uma língua SVO de núcleo inicial, mas com uma flexibilidade de ordem governada pela informação, pela inversão e pelos clíticos.

25

Diferenças gramaticais entre o português europeu e o brasileiro

As divergências sintáticas que mais separam o português europeu do brasileiro: gerúndio, colocação dos clíticos, o tratamento por você e a regência das preposições.