文 Secção 06
Gramática
Do género ao conjuntivo, do infinitivo pessoal à mesóclise.
25 artigos
Visão geral da gramática
Um mapa da gramática do português europeu — das classes de palavras ao verbo, dos pronomes à sintaxe — e um guia para percorrer os artigos desta secção.
Classes de palavras
As categorias em que se arrumam as palavras do português — nome, verbo, adjetivo e as restantes —, os critérios que as definem e a reorganização proposta pelo Dicionário Terminológico.
Substantivo e género
O substantivo e a categoria de género em português: masculino e feminino, a morfologia que os marca, os nomes de forma única e os casos em que o género muda o sentido.
O plural
Como se forma o plural dos nomes e adjetivos em português — da regra geral do -s aos plurais consonânticos, aos nomes em -l e ao célebre tríplice destino de -ão (-ões, -ães, -ãos).
Artigos e contrações
O artigo definido e indefinido em português, a sua concordância em género e número, e o sistema de contrações com preposições (do, na, pelo, ao, à) que define a língua escrita e falada.
Adjetivos
Como o adjetivo concorda em género e número, onde se coloca em relação ao nome e como exprime graus de comparação no português europeu.
Pronomes pessoais
O sistema português de pronomes pessoais — formas de sujeito, formas átonas de complemento (direto e indireto) e formas tónicas usadas depois de preposição.
Colocação pronominal
Onde colocar os pronomes átonos em português europeu — a ênclise de base, a próclise das palavras atrativas e a rara mesóclise do futuro e do condicional.
Mesóclise
A colocação do pronome átono no interior do verbo, entre o radical e a terminação do futuro ou do condicional — dar-te-ei, far-se-ia —, marca distintiva do português europeu culto.
Formas de tratamento
Como o português escolhe entre tu, você, o senhor e vós para se dirigir ao interlocutor — a oposição de proximidade e respeito, a concordância verbal e as estratégias do português europeu.
Demonstrativos e possessivos
Os dois sistemas que ancoram o discurso no espaço e na pessoa — a deixis tripartida dos demonstrativos (este/esse/aquele) e a posse (meu/teu/seu) que concorda com o objeto, não com o dono.
Numerais
Os numerais do português — cardinais, ordinais, multiplicativos e fracionários — com as suas formas variáveis, a concordância em género e as particularidades europeias como mil milhões e dezasseis.
O sistema verbal
As três conjugações do português e a sua arquitetura de modos, tempos e formas nominais — incluindo o infinitivo pessoal e o futuro do conjuntivo, traços que distinguem a língua entre as românicas.
O modo conjuntivo
O modo do desejável, do hipotético e do ainda não realizado — presente, imperfeito e futuro do conjuntivo, os seus tempos compostos e os contextos que os convocam no português europeu.
O infinitivo pessoal
O infinitivo flexionado — uma forma verbal que, caso raríssimo entre as línguas do mundo, conjuga o infinitivo por pessoa e número. É uma das assinaturas do português.
Formas nominais do verbo
O infinitivo, o gerúndio e o particípio — as formas verbais sem flexão de pessoa nem de modo — e a preferência do português europeu por «estar a + infinitivo» onde o Brasil usa o gerúndio.
Verbos irregulares
Os verbos que fogem ao modelo das três conjugações — os pretéritos fortes herdados do latim, o supletivismo de ser e ir, as alternâncias do radical e os grandes irregulares de alta frequência.
Ser, estar e ficar
O sistema copulativo do português distingue a essência (ser) da circunstância (estar) e da mudança (ficar) — uma trindade de cópulas que codifica gramaticalmente o aspeto.
Preposições e contrações
As preposições do português, a regência que prendem a verbos, nomes e adjetivos, e o denso sistema de contrações com artigos, demonstrativos e pronomes que marca a língua.
Conjunções e advérbios
As palavras que ligam e modificam — conjunções coordenativas e subordinativas, classes de advérbios, a formação em -mente e o papel de uns e outros como conectores do discurso.
Concordância e regência
Como as palavras se ajustam umas às outras — a concordância nominal e verbal — e como verbos e nomes exigem as suas preposições — a regência —, com os casos que mais hesitação causam.
A voz passiva
As duas passivas do português — a analítica (ser + particípio, com agente introduzido por «por») e a pronominal com «se» — e a concordância que ambas exigem.
Negação e interrogação
Como o português nega — com a partícula não, a concordância negativa e palavras como nunca, nada e ninguém — e como forma perguntas, por entoação, partícula é que e pronomes interrogativos.
Sintaxe e ordem das palavras
A ordem dos constituintes e a estrutura da frase em português — uma língua SVO de núcleo inicial, mas com uma flexibilidade de ordem governada pela informação, pela inversão e pelos clíticos.
Diferenças gramaticais entre o português europeu e o brasileiro
As divergências sintáticas que mais separam o português europeu do brasileiro: gerúndio, colocação dos clíticos, o tratamento por você e a regência das preposições.