異 Secção 03
Variantes
Normas, dialetos e crioulos de uma língua pluricêntrica.
14 artigos
As variedades do português — visão geral
Como e porque varia o português, da norma à variedade, e o que significa ser uma língua pluricêntrica falada em quatro continentes.
Português europeu
A variedade falada em Portugal e a norma de referência deste sítio: a sua fonologia de fala comprimida, a sua gramática e o seu lugar entre as variedades do português.
Português brasileiro
A variedade falada e escrita no Brasil — a mais numerosa do mundo lusófono —, com norma-padrão própria e traços fonéticos, gramaticais e lexicais que a distinguem do português europeu.
Diferenças entre o português europeu e o brasileiro
O contraste maior entre as duas grandes normas do português — som, gramática, vocabulário e ortografia — visto a partir da norma europeia.
Português angolano
A variedade falada em Angola — cada vez mais língua materna e não só veículo de unidade nacional —, com fonética, léxico e gramática próprios e uma norma ainda em formação.
Português moçambicano
A variedade do português em formação em Moçambique — língua oficial de um país maioritariamente bantófono, marcada pelo contacto com o emakhuwa, o xichangana e outras línguas locais.
Dialetos de Portugal
Os falares continentais do português europeu, dos setentrionais aos centro-meridionais, e a zona de transição que os separa — segundo a classificação de Lindley Cintra.
Dialetos dos Açores e da Madeira
Os falares insulares do português europeu — micaelense, restantes Açores e madeirense — com as suas vogais inconfundíveis e um léxico atlântico próprio.
Mirandês
A língua asturo-leonesa falada na Terra de Miranda, no nordeste transmontano, e a segunda língua oficial de Portugal desde 1999 — não um dialeto do português, mas uma língua irmã.
Barranquenho
A fala de Barrancos, no extremo sudeste do Alentejo: um português dialetal profundamente moldado pelo espanhol meridional, fruto de séculos de contacto na raia.
Crioulos de base portuguesa
As línguas crioulas nascidas do contacto do português com línguas africanas e asiáticas a partir do século XV — as mais antigas crioulizações de base europeia, do Atlântico à Ásia.
Crioulo cabo-verdiano
O kriolu de Cabo Verde, o mais falado dos crioulos de base portuguesa: um milhão de falantes, raízes no século XV e uma gramática própria nascida do encontro entre o português e as línguas da África Ocidental.
Crioulos da Guiné e de São Tomé e Príncipe
Quatro crioulos de base portuguesa — o kriol da Guiné-Bissau e o forro, o angolar e o principense de São Tomé e Príncipe —, línguas autónomas nascidas do contacto colonial atlântico.
Portunhol e variedades de fronteira
O contacto entre português e castelhano nas fronteiras da América do Sul — do portunhol improvisado aos dialetos portugueses do Uruguai, falados há gerações e hoje em lenta valorização.